Cerca de 500 mil caminhoneiros precisam se recadastrar no RNTRC

Certificados que tinham validade até 2020 precisam ser renovados até 31 de maio deste ano; quem não se recadastrar e continuar fazendo frete está sujeito a multa

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) calcula de 500 mil caminhoneiros precisam fazer o recadastramento no RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas) até o dia 31 de maio deste ano. Quem não realizar o procedimento, mesmo que o certificado atual do transportador ainda esteja válido, estará sujeito a multa.

A antecipação do recadastramento é necessária por causa da resolução 4.799, publicada pela ANTT em 2015. A norma atualizou os procedimentos para inscrição e manutenção no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas. Por isso, aqueles registros que venceriam entre 2017 e 2020 têm de ser renovados ainda neste semestre.

Para isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres estabeleceu um calendário, que deve ser seguido de acordo com o dígito final da placa do caminhão (veja o cronograma abaixo).

"O transportador deve acessar o site rntrc.antt.gov.br para verificar a data limite para se recadastrar. É importante que faça isso dentro dos prazos porque, se não fizer, ele fica inabilitado para fazer o transporte com cobrança de frete. E, caso se mantenha na atividade estará sujeito a penalidades previstas na resolução, que é multa de R$ 1.000", explica o gerente substituto da Suroc (Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas), Erick Correa de Almeida.

Segundo a ANTT, dos transportadores que deveriam ter realizado o recadastramento até 31 de janeiro (placas com final 1 e 2), somente 20% realizaram o procedimento. Quem perdeu o prazo não será penalizado se realizar o recadastramento depois. Porém, se for flagrado em uma fiscalização, será multado por estar em situação irregular.

Para saber mais sobre o recadastramento, acesse rntrc.antt.gov.br. Dúvidas também podem ser esclarecidas pelo telefone 166, da ANTT.

Novas exigências

Para os transportadores autônomos de cargas, uma das novas exigências da ANTT para realizar o cadastro no RNTRC está a comprovação de ao menos três anos de experiência na atividade (já garantia aos que farão o recadastramento) ou ter sido aprovado em curso específico.

Já empresas e cooperativas de transporte rodoviário de cargas devem ter um responsável técnico que também comprove três anos de experiência ou seja aprovado em curso específico.

O SEST SENAT oferece os dois cursos (Transportador Autônomo de Cargas e Responsável Técnico) na modalidade a distância e gratuitamente. Ao final, o aluno deve realizar uma prova presencial, em uma das Unidades Operacionais do SEST SENAT, instaladas em todos os estados brasileiros.

Fonte: Agência CNT de Notícias

Preço do frete está, em média, 24% menor do que deveria custar

Defasagem é estimada para carga lotação; na carga fracionada, valor está 11% menor

A crise econômica causou mais um efeito negativo para os transportadores: agravou a defasagem do valor do frete. No caso da carga lotação, o serviço está custando, em média, 24,8% menos do que deveria, para cobrir os custos e garantir rentabilidade; no caso da carga fracionada, a defasagem chega a 11,7%. Os dados são da NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística). Em agosto do ano passado, o mesmo levantamento da entidade apontava defasagem de 22,9% para carga lotação e de 9,81% para a fracionada.

O problema decorre da queda na demanda por serviços de transporte e do aumento de custos. "Está difícil repassar os custos para os clientes. A maioria das transportadoras está com rentabilidade muito baixa ou mesmo no negativo", diz o assessor técnico da NTC, Lauro Valdívia. Segundo ele, empresas que fizeram cortes no número de funcionários para reduzir custos conseguiram alcançar resultados melhores.

De acordo com uma pesquisa nacional realizada em janeiro deste ano pela entidade, em colaboração com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestre), houve queda no faturamento do setor. Em mais de 80% das empresas pesquisadas, o faturamento do último ano caiu em média 19,1%. Ainda segundo o levantamento, nenhum transportador conseguiu reajustar o frete em 2016 a ponto de recompor a inflação do ano passado.

Com esse cenário, empresários e transportadores autônomos enfrentam dificuldades de manter as atividades da empresa e, as que conseguem, ficam impossibilitadas de realizar investimentos. Como resultado, cresce a idade média da frota de caminhões no Brasil. Segundo pesquisa da CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulgada em fevereiro de 2016, a idade média era de 13,9 anos.

Fonte: Agência CNT de Notícias

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